“O que é
que você tem, que não importa quantas voltas eu dê por aí, sempre acabo nos
teus braços, hein? Me diz o que você faz, que sempre quando acho que a gente já
deu no que tinha que dar, eu termino achando que você é meu fim, que não tem
jeito?
Quem é você, pra me ligar e me ganhar toda vez que eu desisto de nós? Como você
chega na minha vida e me faz não imaginar mais vida sem você? Que tipo de
ligação é essa? Que amor é esse, que cresce sem ser regado? Que cresce
indesejado e continua crescendo sempre que eu tento cortar. Que tipo de
felicidade em conta gotas é essa, que você me vicia? Qual é o seu segredo pra
eu passar por cima da dor, dos conselhos, do tempo, dos outros caras, do mundo
pra ter você mais e mais uma vez? Que loucura é essa de te imaginar nos meus
planos de futuro? E em tudo que é meu. Como você se entranha em tudo que me
cerca? E manipula, secretamente, tudo ao seu favor. Cedo ou tarde, ao seu
favor. O que você faz pra eu pensar no teu nome quando me perguntam sobre amor,
filhos e coisas bonitas? Qual o teu segredo pra me fazer lembrar de você quando
tudo tá dando muito errado com outro e muito certo também? Qual teu feitiço pra
eu sentir saudade até dos seus defeitos e suas milhões de manias irritantes?
Quem você pensa que é? Me fala. Teu encanto é esse, não é? É assim que você me
prende, me deixando solta. É assim que você me responde, me enlouquecendo de
perguntas. É assim a gente se ama, um sendo do outro e ponto, sem respostas ou
explicação. Do avesso, ao contrário, de ponta cabeça, apesar dos pesares, mas
amor. E muito. E só. E único. E basta.”
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