“Talvez
ele não seja melhor, talvez até seja pior. Talvez ainda não seja ele, quem sabe
pra sempre seja você. Mas ele me liga sóbrio e é assim que eu gosto: cara
limpa, cara a tapa. Ele não precisa sair de si pra lembrar de mim, não precisa
de dose
de coragem pra ser meu. E eu não preciso ter que acordar de madrugada ou ir
dormir tarde pra ouvir sua voz. Percebe? Minha opção foi múltipla escolha e as
alternativas eram bem claras: Alguém ou ninguém. Não hesitei, chega. Guarda
tuas desculpas, economiza teus argumentos. Não tenta me convencer que o
problema é comigo, para de me fazer sentir culpada por não estar num bar
qualquer numa sexta de madrugada. Porque eu passo só os domingos, segundas e
todos os outros dias. E isso é culpa sua, então não inventa mais culpas que
entre nós não cabe mais. Acontece que eu cansei do teu senso de humor
arrogante, do teu jeito prepotente de se impor sobre mim e dizer sempre em tom
de brincadeira o quanto é bom e as suas críticas entre uma piada e outra. Não
dá mais pra eu ficar toda feliz com um elogio teu, sempre raros ou quase sempre
subentendidos. Não tenho mais paciência pra esperar você parar de reclamar de
saudade e vir me ver. Se você não quer perder essa mania de só me dar valor
quando tá me perdendo, eu vou cuidar de fazer você dar valor de vez. Não monto
mais meus planos e compromissos baseados em você e seus horários sempre cheios
pra mim. Bem-vindo ao segundo plano e faz valer, porque do jeito que as coisas
andam, fecho minha agenda pra você também. O cara novo, de uma semana, tem
prioridade. O de um dia tá na sua frente também e os que eu ainda nem conheci.
Tenho elogios, ligações e espaço em agendas todos os dias, nunca se esqueça
disso! Você não quis que fossem vindos de você, amém. Mas eu, ainda assim,
tenho tudo isso e mais todos os dias. E nunca mais vou me esquecer também.”
Marcella Fernanda
Marcella Fernanda

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